quinta-feira, 24 de junho de 2010
A Máquina de lavar roupa é uma máquina projectada para a limpeza de roupas. Geralmente o termo é empregado para equipamentos que usam água como meio principal de limpeza. Consiste basicamente num recipiente que se enche de água e onde um sistema mecânico agita as peças de roupa a serem lavadas.
A partir da revolução industrial várias tentativas de criar um equipamento desta natureza foram bem documentadas, como um pedido de patente protocolado em 1691, um anúncio, em Janeiro de 1752 na Gentlemen's Magazine, e outro pedido de patente de uma máquina rotativa em 1782, todas em Inglaterra.
Somente com a invenção e popularização do motor eléctrico, no começo do século 20, é que se conseguiu uma lavadora que funcionasse mais eficientemente, atribuindo-se a produção em grande escala pela primeira vez, a partir de 1906, ao norte-americano A.J.Fischer, que detinha a patente embora não se possa afirmar que seja ele o real inventor.
As máquinas contemporâneas são fabricadas em dois modelos básicos, com abertura frontal ou abertura superior. As de abertura superior, mais populares nos Estados Unidos, Austrália, Brasil e parte da Europa, recebem a roupa num cilindro montado verticalmente, com um agitador central, e têm a tampa por cima. As máquinas com abertura frontal, mais populares na Europa e no Médio Oriente, possuem um cilindro montado horizontalmente, sem agitador central, mas com a porta estanque e com visor de vidro.
Ambos os modelos têm a capacidade de lavar automaticamente, propulsionados por motor eléctrico, executando ciclos de lavagem, enxágue, centrifugação e pré programados de acordo com o tipo de roupa. O uso de componentes electrónicos digitais substitui actualmente complexos sistemas mecânicos usados anteriormente para controlar a lavagem. Ligadas a um ponto de força eléctrica, um ponto de entrada de água e uma saída para a água servida, com temporizador programável e depósito de sabão e amaciador, trabalham sem supervisão, lavando, enxaguando e retirando o excesso de água por centrifugação. Algumas máquinas mais modernas também secam a roupa com ar quente após a lavagem. Podem ainda ter seu comando electrónico ligado à uma rede de computadores, permitindo acompanhamento e comando pela Internet.
Da Wikipédia
A marca Zanussi
A empresa iniciou actividade em 1916 em Pordenone, no nordeste de Itália, como uma pequena oficina de Antonio Zanussi, um empreendedor jovem de 26 anos, fazendo fogões e fornos a lenha.
O número de funcionários da empresa passou de 10 para 300 em pouco mais de 30 anos. A partir de 1946, a empresa começou a exportar para fora de Itália e em 1951 lançou um grande sucesso: o primeiro fogão a gás na Europa, com tempos de cozedura mais curtos e novas formas de cozinhar. Nos anos 70 já vendia máquinas de lavar fiáveis em muitos países. Na década de 80 a empresa juntou-se à Electrolux e continuou a desenvolver produtos. Um exemplo disso mesmo é as máquinas de lavar roupa com o sistema Jetsystem – tecnologia de lavagem inteligente para a roupa.
A minha máquina encontra-se situada na cozinha de minha casa. Tem cor branca, a sua porta tem abertura retardada, e só podemos abri-la depois de dois ou três minutos após a finalização do programa. Tem as seguintes dimensões: 85cm de altura, 60cm de profundidade e largura de 60cm. A capacidade de carga para roupa de algodão é de 45kg, para sintéticas 2kg, para delicados 2kg e para lã 1kg. A velocidade centrifugadora é de 500 rpm, no máximo. Tem a potência máxima de 2100w, amperagem de10A e voltagem é de 220-230v/50Hz. A pressão de água mínima é de 5 N/cm2 e a máxima de 80N/cm2.
É um equipamento muito útil e simples, uma máquina doméstica que veio resolver e facilitar a minha vida e o problema de muitas pessoas. Ajuda-me bastante na lavagem da roupa, pois enquanto a máquina vai lavando, consigo organizar outras tarefas de casa, coisa que antes do fabrico da máquina não era possível fazer.
Utilizo-a duas a três vezes por semana. Ela tem diversos programas. Por exemplo, para lavagem da roupa delicadas utilizo o programa B de 30º ou 40º e com água fria, e para roupas mais sujas utilizo um programa A mais reforçado de 90º a 60º. Para roupa de cor utilizo o programa A de 60º a 30º.
É um equipamento eficaz para a sociedade, especialmente para as pessoas que têm uma vida muito ocupada e nunca têm tempo para fazer todos os trabalhos domésticos. Basta programar a máquina e esta consegue funcionar até ao fim de forma autónoma. Depois basta estender. Já existem alguns tipos de máquinas que lavam e secam a roupa ao mesmo tempo.
http://www.zanussi.pt/node94.aspx
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A MINHA RELAÇÃO COM AS LÍNGUAS DE ANGOLA

Em certas ocasiões, tive oportunidade de perguntar aos meus avós o porquê de não falar Kimbundo ou outro dialecto, ao que eles respondiam que não podiam falar pois em parte não era permitido pelo governo e também por causa da escola, pois seria mais difícil aprender. Os portugueses também diziam que os dialectos não serviam para nada
Às vezes, em casa, falávamos o Kimbundo ou o Umbundo com alguns familiares e vizinhos que “noiteavam” em casa dos meus avós. Eram parentes que, no tempo de férias, saíam das províncias, Huambo ou Bengo, e se hospedavam em casa dos avós. Eu ouvia-os a conversarem em dialecto e fui aprendendo algumas palavras, como n'gassaquidila, chito,ua n'gimenequena, tunda mugila e mais. Tanto mais que o Humbundo nunca consegui falar em condições mas vou percebendo mais ou menos algumas palavras e frases. São os dois únicos dialectos que consigo entender. No entanto, nunca consegui escrevê-los, apenas falo e entendo o que me dizem. Quanto aos outros dialectos, consigo distinguir as suas zonas de origem, mas não os falo nem percebo.

Em Angola são tantas as línguas que é impossível perceber ou falar todas. Contudo, o português é a língua mais falada em Angola, especialmente em Luanda, apesar de haver mais de 20 dialectos: O Kimbundo é falado em Luanda, Malanje e Bengo; O Humbundo é falado na parte sul, Huambo, Benguela, Lobito e Bié; O Kikongo é falado no Uíge e Zaire; O Fiote é falado em Cabinda; O Tchokué é falado na parte leste; E os dialectos Lianeka e Kwanhama são falados no Cunene. Mas há muitos outros para além destes.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
A MINHA EXPERIÊNCIA DE EMIGRAÇÃO
Nasci em Angola aos doze de Outubro de mil novecentos e cinquenta e seis.
Sempre tive o desejo de conhecer Portugal, mas era difícil para mim pois tinha que ter uma autorização ou ser uma pessoa muito importante para me poder deslocar para Portugal. Para além disso, não tinha dinheiro para tratar da documentação e comprar as passagens.
Tudo foi mais fácil depois da Independência de Angola, em 1975. Alguns familiares conseguiram vir por causa da guerra, já que durante a ponte aérea que se organizou para resgatar os portugueses que estavam em Angola, alguns angolanos aproveitaram esta boleia porque trabalhavam para os portugueses, nos caminhos-de-ferro, na alfândega ou na administração.
No meu caso tive que trabalhar e juntar algum dinheiro para poder vir com a família, por etapas. Primeiro mandei as minhas filhas, irmãs e sobrinhas já adultas. Apenas depois disso pude vir.
Chegada a Portugal, no ano de dois mil, encontrei tudo mais ou menos como previa. As ruas pavimentadas, florestas, jardins organizados, vários transportes públicos, táxis, casas comerciais onde todos têm direito a fazer compras, mercearias, cafés, farmácias etc. Tudo isso também existia em Angola, no tempo colonial, mas depois da nossa Independência tudo mudou, ficou tudo destruído. Ruas, estradas, jardins estradas e também muita falta de transportes públicos.
Em Portugal estava tudo muito bem de princípio, porque fui recebida pelas filhas que já se encontravam cá. O que me desmoralizou foi o clima, as quatro estações do ano e o frio e o calor, muito diferentes dos de Angola. Foi muito difícil adaptar-me ao trabalho tanto mais que até agora me encontro bastante decepcionada com o patrão que encontrei, prefiro não aprofundar o assunto porque, como imigrante que sou, vou trabalhando até onde der, se conseguir uma oportunidade de encontrar um trabalho melhor, deixo este e avanço para outro.
Também consegui fazer amizades com certas pessoas, especialmente portuguesas e algumas africanas que já se encontram cá há muitos anos.
Em virtude da minha vinda a Portugal, já não sou a mesma, mudei muito, na minha maneira de pensar e agir.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
UMA VIAGEM À ILHA DA MADEIRA
A ilha da Madeira é a ilha principal (740,7 km²) do arquipélago português com o mesmo nome, situado no Oceano Atlântico a oeste da costa africana (Marrocos), e que constitui conjuntamente com Porto Santo, as Ilhas Desertas e as Ilhas Selvagens a Região Autónoma da Madeira.
A capital da ilha e da região autónoma é a cidade do Funchal.
A ilha da Madeira é de origem vulcânica, o seu clima é subtropical com extensa flora exótica, economicamente é amplamente voltada para o turismo.
Fui planificando as minhas férias pesquisando na internet. Comecei por marcar a data de ida e volta e obter o preço dos bilhetes de viagem. Depois escolher os locais a visitar, como por exemplo monumentos históricos, e outros de forma a conhecer a gastronomia e a sua cultura.
Plano de viagem: Voo pela T.A.P.
Preço total: 579,55 € - para 3 adultos e 2 crianças (Ida e Volta) Lisboa- Madeira (Funchal) -Lisboa
Partida: 1 de Agosto. Regresso: 30 de Setembro
Alojamento total: 22.907 € no Hotel- Pestana Village Apar/hotel 4 estrelas
(Estrada Monumental 194, 9000-098 Funchal, Madeira)
Durante a estadia vamos deslocar-nos numa carrinha Renault trafic de 4 portas/9 lugares alugada na firma rodavante-rentacar pela quantia de 2924€
Na Madeira gostaria de visitar:
1-Quinta da Palmeira

2-Jardim Municipal do Monte

3-Núcleo histórico de S. Pedro, de S. Maria e da Sé

4-Igreja Inglesa e de S. António

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
A IMAGEM DE UMA RAPARIGA RAPTADA
Guillaume HerbautEu vejo na fotografia uma rapariga com a cara tapada numa floresta, sozinha e anónima, o que me faz sentir muito revoltada com situações deste género. É este o poder das imagens.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL EM ANGOLA

Este Museu fica situado no bairro dos coqueiros em Luanda, perto do campo de futebol.
O website do Museu Nacional de história Natural, permite conhecer a história do Museu, permite conhecer o acervo de animais empalhados e ver fotos desse acervo. Permite também agendar visitas, enviar e-mails ao Museu e ver notícias sobre assuntos relacionados com alguns animais que existem no Museu, e alguns links úteis.
Para visitar este museu clique AQUI
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
PATRIMÓNIO E MEMÓRIA DA ILHA DE LUANDA
Para o trabalho de Arte e Sociedade do Património Natural escolhi a Ilha de Luanda, porque é um dos melhores encantos de Luanda.
A Ilha de Luanda é um dos melhores recantos da cidade. Remonta aos tempos anteriores a 1575, quando o navegador Português Paulo Dias de Novais se instala na Ilha. É formada por uma faixa arenosa baixa formada pela sedimentação de areias com distritos orgânicos de origem vegetal e animal. Teve enorme importante na recolha do Zimbo, as conchas que eram moeda de troca do rei do Congo antes da chegada dos Portugueses.
A ilha é constituída por uma "língua" de terra que abraça a Baia de Luanda. Estão ali os melhores restaurantes e clubes nocturnos. É também o melhor sítio para estar na praia caso não se queira sair da cidade.
A água chega geladíssima, não importa o quão escaldante esteja o sol. Como a ilha só tem praticamente uma rua, todos os bares dão direito para a areia, o que ajudaria a criar uma segregação entre locais e estrangeiros. Apesar da sensação incómoda de entrada de serviço, não há por parte dos bares qualquer tentativa de exclusão. Os angolanos entram nas faixas dos bares tranquilamente, e se misturam com os gringos até torná-los o que são de verdade: minoria.
Não me parece haver nenhuma tensão implícita nesse convívio: os angolanos são muito agradáveis, mesmo com os tugas (portugueses), e a ilha é um dos raros lugares onde se pode tirar fotos das pessoas sem muita resistência – o único risco é um pedido amigável de gasosa por uma boa pose mas, na maioria dos casos, eles pedem que se volte à praia com uma cópia impressa.
Só uma das costas da ilha é própria para o banho. A faixa de água que separa a ilha do continente, a Baía de Luanda, é muito poluída. Locais e colegas brasileiros garantem: encostou os pés ali, pegou cólera. Apesar disso, a Baía forma o principal cartão postal da cidade, moldura dos prédios que se erguem na avenida Marginal, alguns coloniais e outros com aquela cara de "moderno nos anos 50", com charme de antigo arranha-céu.
Texto adaptado de:
http://angola.fotosblogue.com/27502/A-Ilha-de-Luanda/
http://ilhaluanda.no.sapo.pt/
http://angoladrops.blogspot.com/2009/01/ilha-de-luanda.html
Ficava muito encantada, quando visitava a Ilha, porque gostava de fazer piquenique na praia e de apreciar o encanto daqueles coqueiros onde às vezes eu subia para tirar cocos. De noite eu via tudo a brilhar, até as águas do mar com a luz do luar, acompanhado pelo barulho das ondas. Também apreciava ver os turistas que entravam e saíam, uns para comprar artesanato e outros para relaxar depois de um dia de trabalho. O povo da ilha saia para pescar, ou para conviver, outros iam nadar e andar de barco. Gostava de ir às lanchonetes comer pinchos (que em Portugal são as espetadas), o mufete, que é peixe grelhado acompanhado de mandioca, banana pão, batata-doce, feijão de óleo de palma e também o funge de calulú ou de muamba.
Esse património natural é muito importante porque é um local onde encontro pessoas de várias nacionalidades que vão fazer turismo. Essas pessoas têm oportunidade de conhecer a nossa cultura através do artesanato ou, por exemplo, das bebidas nacionais assim como maruvo, quissangua, kapuka ou kimbombo. Acho por bem incentivar as pessoas para que possamos ter esse lugar sempre limpo e conservado sem estragar nada, para o bem de todos. E para que isso aconteça tenho que sensibilizar alguns moradores para organizarmos um grupo de pessoas para fazer uma limpeza, semanalmente ou diariamente, para que não haja poluição na água ou sujidade na área do mar. Isto porque este espaço faz parte da memória vivencial de todos os que lá vivem ou por lá passam





